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26.04.2016

ASAP: qual o significado disso no diagnóstico do câncer de próstata?

O câncer de próstata é o mais prevalente na população masculina, sendo a segunda causa de óbitos por câncer em homens. Para 2016, a estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é de que ocorram 61.200 casos novos da doença, detectada por meio de três exames: de toque retal, ultrassom da próstata e dosagem do antígeno prostático específico (teste do PSA).

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) recomenda que os homens iniciem a realização dos exames de toque retal e PSA para se prevenir contra o câncer de próstata a partir dos 45 anos. Os que têm casos da doença registrados na família devem começar a se cuidar mais cedo, a partir dos 40 anos.

Há casos em que o paciente em avaliação possui níveis normais de PSA, mas o exame de toque retal identifica uma alteração na próstata. Por isso é importante que os homens se submetam aos dois exames.O diagnóstico conclusivo, porém, é feito por meio de biópsia.

Afinal, o que é ASAP?

Para identificar a presença de células cancerosas na próstata é feita a retirada de até 12 fragmentos do local, coletados de diferentes regiões, para análise. Grande parte dos tumores são detectados na primeira biópsia. Mas em até 80% dos pacientes o resultado negativo desperta suspeitas e uma nova biópsia precisa ser feita. Entre 15% a 30% dos cânceres de próstata são diagnosticados na segunda biópsia, ainda mais quando há um dos fatores preditivos para positividade, como a proliferação atípica de pequenos ácinos (ASAP).

Em algumas situações o laudo traz a informação:  “suspeito, mas não diagnóstico para câncer de próstata”. A conclusão (ou não conclusão) pode ser encontrada em 2,9% a 7,1% das biópsias e corresponder a um câncer da próstata em fase inicial ou uma lesão simuladora de câncer.

Em linhas gerais, o termo ASAP é usado para descrever a identificação de glândulas atípicas cujos critérios morfológicos são insuficientes para um diagnóstico definitivo de câncer. Entretanto, ainda que haja incerteza quanto à existência da doença, significa que há algo de anormal acontecendo.

São nesses casos inconclusivos que uma nova biópsia se torna necessária. Recomenda-se realizá-la seis semanas depois da primeira coleta. Somente depois em que há a confirmação da doença é que o paciente segue para tratamento, pois na maioria das vezes a existência da doença é descartada na re-biópsia.

Atualmente, a abordagem e o tratamento do câncer de próstata tem o objetivo não apenas de controle oncológico, mas também de manutenção da qualidade de vida e minimização da morbidade. Por este motivo o rastreamento da doença segue normas rígidas e é feito com cautela. O correto diagnóstico evita que o paciente seja submetido a terapêuticas desnecessárias e permite a ele ter tranquilidade em relação ao diagnóstico.